Slow Nutrition:
Coma devagar e nada de industrializados

Além de motivação, autocontrole e disciplina, falar de dieta sempre esbarra no fator tempo, porque você precisa reservar um espaço na agenda para se organizar em relação a tudo o que vai comer. Digo isso porque não adianta achar que vai conseguir encarar um estilo de vida mais saudável sem mudar alguns hábitos, inclusive do que vai para a sua geladeira. Ter à mão aqueles alimentos não recomendados por algum programa alimentar já pode ser a tentação que você não precisa (rs). Isso requer tempo para ir ao supermercado, à feira, para preparar as refeições etc.

De novo falando do tempo, uma das dietas que tem feito o maior sucesso, a Slow Nutrition, questiona exatamente a forma como lidamos com ele quando o assunto é comer. Criada pela nutricionista brasileira Bruna Vilela, ela vai exatamente na contramão dessa correria louca que vivemos, onde tudo acontece a um milhão por hora. Já reparou que parece que nos acostumamos a dizer que não temos tempo pra nada? Mas quando realmente queremos ou somos obrigados, ah daí damos um jeitinho…

De cara o conceito já se faz verdade: a consulta dura 2 horas, pois, segundo ela, é impossível orientar uma pessoa sobre um assunto tão complexo em apenas 30 ou 50 minutos. É preciso ouvir e entender como funciona cada alimento, só assim é possível mudar o hábito de alguém.

Já parou pra ler antes a composição do que vai comer? Duvido kkk. Não só não fazemos isso como também não entendemos o que significa todos ingrediente, os malefícios ou benefícios que cada um deles podem causar em nosso organismo. Até porque, nem tudo o que se “veste” de saudável realmente é… Não é porque tem o título de ligh ou diet que está liberado e pode comer à vontade (rs).

Simplificando, a Slow Nutrition prega o consumo da comida de verdade, aquela que a humanidade come há séculos, a mais natural possível. Ela entende o quanto os industrializados vieram para facilitar a nossa vida, mas eles não podem ser a base da nossa alimentação. Ficam de fora os grãos geneticamente modificados e os refinados. Todo o esforço deve ser feito para priorizar alimentos naturais e orgânicos como frutas, verduras e legumes.  Carne também pode, inclusive ela ensina a perder o medo da gordura natural, mas claro que o cardápio é montado de acordo com as necessidades e objetivos de cada pessoa.

Adorei uma frase dela que diz muito sobre alimentação saudável: “descasque mais, desembale menos.” A gente acaba sempre querendo fazer o que é mais fácil, o que não quer dizer que é o melhor. A Slow Nutrition é sobre você entender o que está comendo e aprender a saborear os alimentos, sair do automático e não apenas engolir algo. Pare pra pensar como no dia a dia a gente realmente faz isso.

Um ótimo incentivo para refletirmos sobre como estamos cuidando da nossa alimentação… #dieta #saude #voceeoquevocecome

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